CDC saber saude
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Ainda “não é o momento” para se deixar a máscara, afirma diretora do CDC

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A afirmação surge um dia depois de vários estados norte-americanos anunciarem mudanças no que diz respeito à obrigatoriedade do uso de máscara nas escolas e dentro de espaços públicos

Mundo

10.02.2022 às 15h22

Na última terça-feira, a diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), Rochelle Walensky, alertou, numa entrevista à Reuters, que ainda “não é o momento” para se deixar a máscara de proteção contra a Covid-19.

A afirmação surge depois de vários estados norte-americanos anunciarem mudanças no que diz respeito à obrigatoriedade do uso de máscara nas escolas e dentro de espaços públicos, já que os estados podem decidir as suas próprias medidas. “Neste momento, as nossas orientações não mudaram. Continuamos a recomendar a utilização das máscaras nas escolas”, afirmou Walensky.

Em Connecticut, Nova Jérsia e Oregon já foi anunciado que a obrigatoriedade de utilização de máscara nos estabelecimentos de ensino acabará nas próximas semanas. Já a Califórnia e o estado de Delaware planeiam acabar com a obrigatoriedade do uso da máscara nos espaços fechados de forma geral e nas escolas as regras serão ajustadas, de acordo com as autoridades da Califórnia. Também esta quarta-feira, Kathy Hochul, governadora do estado de Nova Iorque, anunciou o fim da utilização obrigatória de máscara nos espaços públicos fechados, terminando também a exigência de apresentação de certificado de vacinação.

Durante o programa Midday da rádio WNYC, a especialista do CDC voltou a referir que se continua a recomendar que “todas as escolas encorajem os alunos a usar máscaras bem ajustadas de forma consistente”, sendo esta medida coerente com as recomendações que apelam a que as pessoas utilizem a máscara “em ambientes públicos fechados, em áreas de transmissão alta ou substancial”. “Vimos surtos que ocorreram em comunidades onde os alunos não usaram máscara nas escolas e tiveram de fechar”, referiu ainda.

De acordo com o Washington Post, os EUA estão a registar mais de 270 mil novos casos diários de coronavírus e, apesar de haver otimismo em relação à diminuição dos números, ainda não se pode relaxar, afirmou Walensky, que acrescentou não haver um número específico de casos diários que possa ser considerado uma referência para se alterarem as orientações atuais. “Eu não olho para um número mágico, o que acho que é um barómetro importante é como os nossos hospitais estão a lidar com isto”, defendeu, acrescentando que, neste momento, hospitais em todo o país ainda estão “em modo crise”.

Europa alivia restrições aos poucos

Na Europa, o Reino Unido anunciou ainda em janeiro que as máscaras deixariam de ser obrigatórias em lojas, transportes, escolas e outros espaços públicos fechados, além de os britânicos passarem a deixar de estar obrigados a apresentar o passe sanitário para terem acesso a discotecas e grandes eventos.

A Suíça pretende levantar todas as restrições a partir de 17 de fevereiro e na Dinamarca, Finlândia e Noruega as medidas restritivas relativas à pandemia de Covid-19 acabaram. A Irlanda também já levantou a maioria das restrições, assim como os Países Baixos, que mantêm bares e restaurantes a fechar às 22 horas.

Já a França decidiu, há uma semana, acabar com o uso obrigatório de máscara na rua e o mesmo aconteceu esta quinta-feira em Espanha. Na República Checa, já não tem de se apresentar certificados em restaurantes e eventos culturais e desportivos. Em Portugal, já não é necessário apresentar teste negativo à Covid-19 para se entrar no país.

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