Covid-19: OMS anuncia estratégia global para atingir 40% de população mundial vacinada até ao final do ano

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje a estratégia mundial de vacinação contra a covid-19, que estipula medidas para atingir os 40% de população vacinada em todos os países até ao final deste ano e 70% até metade do próximo ano. Para chegar a estas metas, são necessárias 11 mil milhões de doses de vacinas, disse o diretor-geral da OMS, referindo que já foram administradas 6,5 mil milhões. “Há suficiente fornecimento para atingir as nossas metas, desde que sejam distribuídas de forma justa”, disse Tedros Adhanom. Os contratos já estão a ser implementados para mais cinco mil milhões de doses que faltam mas é “essencial” que estas doses sejam “direcionadas para quem mais precisa”, dando prioridade a trabalhadores e grupos de risco. “Só poderemos atingir as nossas metas se os países e empresas que controlam o fornecimento da vacina colocarem os contratos da Covax e da ‘African Vaccine Acquisition Trust’ – ou AVAT – em primeiro lugar para entregas e doses doadas”, apelou o diretor-geral da OMS. Dirigindo-se aos fabricantes de vacinas, Tedros Adhanom pediu que dêem prioridade e cumpram os contratos com a Covax e a AVAT “com urgência”,…

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Covid-19: Estudo revela que danos cardíacos crescem após infeção

O dano cardíaco causado pelo Covid-19 vai muito além dos estágios iniciais da doença, de acordo com um estudo que descobriu que mesmo pessoas que nunca ficaram doentes o suficiente para precisar de hospitalização correm o risco de desenvolver insuficiência cardíaca e coágulos sanguíneos fatais um ano depois. Doenças cardíacas e derrames já são as principais causas de morte em todo o Mundo. O aumento da probabilidade de complicações cardíacas letais em sobreviventes do Covid-19 aumentará o seu impacto, de acordo com o estudo, que está sendo considerado para publicação por um jornal ‘Nature’. “Os efeitos colaterais do Covid-19 são substanciais”, afirmou Ziyad Al-Aly, diretor do centro de epidemiologia clínica do Veterans Affairs St. Louis Health Care System em Missouri, que liderou a pesquisa. “Os governos e os sistemas de saúde devem despertar para a realidade de que Covid-19 lançará uma grande sombra e terá consequências devastadoras. Estou preocupado por não estarmos levando isso a sério o suficiente.” As chances de um ataque cardíaco, derrame ou outro evento cardiovascular importante nos primeiros 12 meses de recuperação de Covid aumentam com a gravidade da doença inicial, descobriram os pesquisadores. Eles compararam os…

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Reino Unido regista número de casos de COVID-19 a subir

O Reino Unido registou 40.701 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas e 122 mortes, de acordo com os dados oficiais atualizados hoje, indicando que as infeções estão a subir, embora a mortalidade e hospitalizações continuem a descer. Na terça-feira, o Reino Unido tinha registado 143 mortes e 39.851 casos. Nos últimos sete dias, entre 01 e 07 de outubro, a média diária foi de 108 mortes e 34.116 casos, o que corresponde a uma descida de 12,1% no número de mortes e de 0,2% no número de infeções relativamente aos sete dias anteriores. Desde o início da pandemia, foram notificados 137.417 óbitos de covid-19. A média diária de hospitalizações foi de 712 entre 27 de setembro e 03 de outubro, uma descida de 3,4% face aos sete dias anteriores. Nas passadas 24 horas foram administradas 61.404 vacinas no país. Até agora, 85,2% da população com mais de 12 anos foi imunizada com uma primeira dose e 78,4% tem a vacinação completa. A covid-19 provocou pelo menos 4.822.267 mortes em todo o mundo, entre mais de 236,23 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais…

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Pneumologista alerta para aumento de doença viral com a retirada de máscaras

O diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) alertou hoje para um possível aumento de doença viral, com a retirada das máscaras, e defendeu que o seu uso tem de ser equilibrado. “Há um medo que tenho, porque sou pneumologista, que se a retirada das máscaras for generalizada, vamos ter um aumento de doença viral difusa ao nível do país”, afirmou Salvato Feijó, também diretor clínico do CHL, que hoje reuniu com o presidente da Secção Regional da Ordem dos Médicos, devido à escassez de profissionais de saúde nas urgências do hospital de Leiria. O especialista sublinhou, contudo, que não pode dizer para que o uso de máscara seja contínuo, pois “isso também representa um risco para a população”. “Se passarmos muito tempo sem exposição viral, a nossa capacidade imunitária também diminui. Portanto, isso tem de ser gerido de forma que haja um equilíbrio”, sublinhou. Salvato Feijó acrescentou que “se isso acontecer no período do inverno”, irá “ter um aumento de afluência [nas urgências], que será muito comprometedora para uma estrutura que já está, muitas vezes, a jogar nos limites”, como é o caso do Serviço de…

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COVID-19: Portugal com mais 11 mortos e 731 casos. Internamentos voltam a subir

A COVID-19 já matou pelo menos 18.019 pessoas em Portugal. Os números foram revelados no boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS). Portugal regista esta quinta-feira mais 731 casos de COVID-19 e 11 óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje. Desde o início da pandemia, morreram 18.019 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.073.268 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2. De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 860 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.025.331 doentes recuperados da doença em Portugal. A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 34,7% dos diagnósticos. O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.686 (+2), seguida do Norte com 5.567 óbitos (+3), Centro (3.154, +3) e Alentejo (1.029, +1). Pelo menos 468 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 43 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira…

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Depressão sazonal: o que é e o que fazer?

Depressão Sazonal, ou Perturbação Afectiva Sazonal, é um tipo de perturbação depressiva que se encontra intimamente relacionada com mudanças de estação. A característica essencial e diferenciadora neste diagnóstico prende-se com o início e remissão de episódios depressivos major em épocas características do ano. Pode assim, desenvolver-se em todas as estações do ano, embora na maioria das situações, os episódios tenham início no Outono e/ou Inverno e remitam na Primavera. Este padrão de início e remissão dos episódios deve ocorrer durante pelo menos dois anos, sem quaisquer episódios não sazonais durante esse período. Quais os principais sintomas? Os episódios depressivos major que ocorrem num padrão sazonal caracterizam-se frequentemente por diminuição da energia, problemas de concentração, fadiga, grande necessidade de comer (compulsão alimentar e craving por hidratos de carbono) e dormir, aumento de peso, necessidade de isolamento, humor depressivo e irritabilidade. Porém, quando estes se instalam no início da Primavera/Verão, podem caracterizar-se por falta de apetite, dificuldade em adormecer ou consolidar o sono, perda de peso, diminuição da líbido e aumento da ansiedade. Porque se instala? A causa da perturbação afetiva sazonal não é clara, embora os fatores como o ritmo circadiano e…

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Porque são precisas tantas doses da vacina contra a Covid-19 e porque não é “justo” compará-la às vacinas do sarampo ou do tétano

As vacinas contra o sarampo, a varicela ou o tétano possuem doses de reforço separadas por décadas. O investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) explica por que razão não podemos compará-las com a vacina contra a Covid-19. Considerada “segura e eficaz” pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), a terceira dose da vacina da Pfizer está a cinco dias de começar a ser administrada a milhares de portugueses com mais de 65 anos. Apesar das boas notícias, muitas pessoas questionam-se por que razão, ao contrário do que acontece com o sarampo, a varicela ou o tétano, cujo intervalo entre as doses de reforço das vacinas chega a ser de décadas, a Covid-19 precisa de três doses num só ano. Segundo o investigador principal o Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa (IMM), Miguel Prudêncio, a comparação “não é justa”. O especialista destaca dois aspetos fundamentais – a idade de inoculação e o facto de o nosso organismo ter reações muito diversas consoante o agente patogénico que o ataca – e sublinha que o surgimento de uma dose de reforço não representa uma perda total…

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“Long Covid” já tem definição formal. Condição está a preocupar os especialistas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou esta quarta-feira uma definição formal para a “Long Covid” pela primeira vez, com o intuito de fornecer informação sobre uma das condições que mais preocupa na pandemia. Esta é a definição da “condição pós-Covid-19”, o nome proposto pela Classificação Internacional de Doenças da OMS. “A condição pós-COVID-19 ocorre em indivíduos com história de infecção por SARS-CoV-2 provável ou confirmada, geralmente três meses a partir do início da COVID-19, com sintomas que duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo ”, refere a definição. “Os sintomas comuns incluem fadiga, falta de ar, disfunção cognitiva, mas também outros que geralmente têm impacto no funcionamento diário. Os sintomas podem ser novos sintomas, após a recuperação inicial de um episódio agudo de COVID-19 ou persistir desde a doença inicial. Os sintomas também podem ser voláteis ou reincidir ao longo do tempo”, pode ler-se na classificação citada pela CNBC. “Dentro de toda a OMS, este tem sido um grande problema para nós”, explicou Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, referindo-se à dificuldade em concentrar um leque de…

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COVID-19: Mais quatro mortos e 500 casos. Internamentos sobem, incidência baixa

Já morreram pelo menos 18.008 pessoas com COVID-19 em Portugal. Os números foram revelados no boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS). Portugal regista esta quarta-feira mais 500 casos de COVID-19 e quatro óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje. Desde o início da pandemia, morreram 18.008 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.072.537 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2. De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 322 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.024.471 doentes recuperados da doença em Portugal. A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 36,6% dos diagnósticos. O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.684 (=), seguida do Norte com 5.564 óbitos (+2), Centro (3.151, +1) e Alentejo (1.028, =). Pelo menos 467 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 42 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na…

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Espondilartrite Axial: perguntas e respostas que precisa de saber sobre esta doença

A Espondilartrite Axial contempla a Espondilartrite Axial radiográfica, classicamente designada Espondilite Anquilosante, e a Espondilartrite Axial não-radiográfica. Apesar da sua baixa prevalência, estima-se que a Espondilartrite Axial Radiográfica afete, em média, 5 pessoas em cada 1.000 habitantes em Portugal com um impacto muito grande na sua qualidade de vida. É uma doença que gera por vezes dúvidas. Esclareça algumas delas neste artigo. Que doença é esta? A Espondilartrite Axial é uma doença reumática inflamatória que afeta predominantemente as articulações da coluna vertebral e as articulações sacroilíacas e divide-se em dois tipos: - Espondilartrite axial radiográfica, classicamente designada Espondilite Anquilosante (pressupõe a existência de alterações no raio-X da bacia); - Espondilartrite axial não-radiográfica (ainda sem alterações no raio-X da bacia, mas com evidência de inflamação na ressonância magnética); A espondilartrite axial radiográfica ocorre mais frequentemente nos homens, enquanto que a espondilartrite axial não-radiográfica afeta de igual forma os dois géneros. É tipicamente diagnosticada em pessoas com menos de 45 anos, mas na maior parte dos casos, os sintomas surgem entre os 20 e os 30 anos. A espondilartrite axial não se transmite de forma obrigatória de pais para filhos, mas os familiares dos doentes…

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