Leite materno

Leite materno de mães vacinadas contém anticorpos que protegem os bebés da Covid-19

Os anticorpos presentes no leite materno das mães vacinadas podem proteger os bebés da infeção por SARS-CoV-2. A taxa de anticorpos mostrou-se maior após a toma da vacina da Pfizer.

Um recente estudo da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, revela que as mães vacinadas contra a Covid-19 apresentam anticorpos no leite materno que podem proteger os bebés da infeção pelo SARS-CoV-2. Diz ainda o estudo que o leite materno das mulheres que tomaram a vacina da Pfizer tem mais anticorpos do que os encontrados após a toma da vacina da Moderna.

A investigação teve por base a análise de 22 mulheres lactantes (profissionais de saúde sem histórico de infeção) desde dezembro do ano passado a março deste ano e recorreu à análise do sangue e do leite em três fases: antes da vacinação, 16 a 30 dias após a toma da primeira vacina e, por fim, sete a dez dias depois da segunda e última dose. A análise foi feita através do ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) e 21 das participantes completaram as três fases do estudo.

Ao cruzarem os dados destes três períodos de análise, os investigadores notaram um aumento do número de anticorpos de imunoglobulina A (IgA) no leite materno após a toma da segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Eses níveis também são maiores do que os observados após a infecção natural com o vírus”, garante Vivian Valcarce, uma das principais autoras do estudo. De acordo o investigador Joseph Larkin III, os anticorpos presentes no leite materno são importantes, pois reforçam o sistema imunitário dos bebés, protegendo-os da Covid-19. Em causa, explica o também autor do estudo, estão “mudanças no leite” que correspondem a condições ambientais e que, por isso, “podem ajudar especificamente o bebé”, cita o The Independent.

Tanto a vacina da Pfizer como a da Moderna contribuíram para valores de IgA e IgG “estatisticamente significativos no leite materno e no plasma” após a segunda dose, no entanto, verificou-se uma “média significativamente mais alta” de IgG com a toma das duas doses da vacina da Pfizer, revela a investigação, publicada na revista científica Breastfeeding Medicine.

Embora reconheçam as limitações e defendaM mais investigações sobre o impacto das vacinas nos anticorpos presentes no leite materno e, por seu turno, o impacto destes numa maior proteção dos bebés (e qual a duração dessa proteção), os autores revelam que a participante com a “maior concentração de IgA no leite humano (12 vezes maior do que a média de IgA pós-vacinação) foi a única participante a amamentar os seus dois filhos em simultâneo. Descobertas anteriores mostram uma forte correlação positiva entre as concentrações de IgA secretora e a duração da lactação”, lê-se na conclusão da investigação.

Em março deste ano, um outro estudo publicado na revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology já tinha apresentado uma associação positiva entre a toma de vacinas contra a Covid-19 e a proteção dos bebés através da amamentação. Na altura, o estudo revelou que as vacinas mRNA são altamente eficazes na produção de anticorpos em mulheres grávidas e lactantes, tendo ainda mostrado que as vacinas da Pfizer e da Moderna oferecem imunidade protetora aos recém-nascidos através do leite materno.

fonte: https://visao.sapo.pt/visaosaude/2021-09-14-leite-materno-de-maes-vacinadas-contem-anticorpos-que-protegem-os-bebes-da-covid-19/

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