Como acaba a pandemia

Como acaba a pandemia? E porque é que os especialistas estão otimistas?

A maioria dos especialistas acredita que o novo coronavírus vai continuar a circular, mas confiam que a imunidade é duradoura e vai proteger-nos de desenvolver a doença na sua forma grave.

Um artigo do El Pais reúne as principais conclusões dos especialistas, ressalvando que nada ainda pode ser afirmado com 100% de certeza e só o tempo ditará o que vai acontecer.

Não haverá imunidade de grupo

Durante algum tempo, pensou-se que o fim da pandemia estaria na imunidade de grupo e que o vírus se extinguiria como um incêndio sem oxigénio. Mas esse cenário agora parece menos provável.

Por outro lado, a variante Delta é mais contagiosa, o que significa que o vírus precisa de menos pessoas a contraí-lo para se tornar contagioso. E, embora as vacinas tenham sido excelentes para proteger contra a doença grave, não previnem a infeção ou transmissão com a mesma eficácia.

Um sinal da dificuldade de travar o vírus é revelado na Islândia: 74% das pessoas foram vacinadas desde 15 de julho, mas foi justamente neste período que surgiu a pior vaga de infecções no país, escreve o El Pais.

A maioria dos especialistas já não acredita na imunidade de grupo. Já em janeiro, 90% dos epidemiologistas consultados pela Nature disseram que era provável que o vírus se tornasse endémico.

O vírus será endémico e circulará continuamente

Se as vacinas não impedem a propagação do vírus e, como com outros coronavírus, a imunidade natural é apenas temporária, os humanos e o SARS-CoV-2 chegarão a um equilíbrio: passaremos da fase pandémica à endémica, escreve o El Pais.

O vírus circulará periodicamente entre nós, causando surtos menores, talvez sazonais e, presumivelmente provocando uma doença leve. Seremos reinfetados com o vírus de vez em quando.

Num cenário ideal, a situação poderia ser tão benigna quanto com os quatro coronavírus que provocam as constipações comuns.

“Na verdade, quem sabe se aqueles outros vírus, com os quais agora pouco nos importamos, não surgiram como grandes epidemias em algum momento do passado?”, questiona o autor do artigo do El Pais.
O melhor até agora: as vacinas

Uma vez alcançada a fase endémica, quando a primeira exposição ao vírus for na infância, o SARS-CoV-2 pode não ser mais grave do que uma constipação.

O otimismo de muitos especialistas surge desta hipótese, já que acreditam que a imunidade contra doenças graves será forte e duradoura.

Isto só pode ser alcançado com a população vacinada. Sabemos que pessoas vacinadas podem ficar infetadas e adoecer, mas se as reinfeções forem muito mais brandas, conviver com o novo coronavírus em 2030 será bem da realidade de 2020.

Será como uma gripe, mais branda ou pior?

A dúvida é se no futuro a covid-19 vai ser mais parecida com a gripe ou com alguma patologia mais grave.

“Acho que com a vacinação, a gravidade das vagas pode transformar-se em algo semelhante à gripe sazonal”, explicou um especialista ao El Pais.

Mas nada é certo: “Ainda não vi nenhuma estimativa formal de como seria exatamente o equilíbrio endémico, porque há muitas incógnitas.”

fonte: https://multinews.sapo.pt/atualidade/como-acaba-a-pandemia-e-porque-e-que-os-especialistas-estao-otimistas/

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