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São dos países com mais vacinas, mas infeções estão a bater recordes

Há já alguns países com grande parte da população com a vacinação completa, como Israel, Reino Unido, Espanha e EUA. Contudo, mesmos nesses países as infeções e óbitos estão a disparar.

Desde o final do ano passado que a vacinação é vista com uma das principais armas para combater a pandemia. Com o aumento do ritmo de vacinação, os países vão aligeirando as medidas, com vista à retoma económica. Ainda assim, e apesar de a vacinação reduzir fortemente o risco de doença grave ou morte, há alguns países a bater máximos de infeções ou de óbitos, como Israel, Reino Unido ou Espanha.

Até ao momento, já foram administradas 5,35 mil milhões de vacinas em 182 países ou territórios a nível mundial, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg (acesso livre, conteúdo em inglês). E se numa fase inicial a escassez de vacinas era um dos grandes entraves ao progresso das campanhas de vacinação, com a maior disponibilidade de vacinas o ritmo de vacinação tem vindo aumentar, situando-se atualmente nas 41,4 milhões de vacinas administradas por dia.

Apesar do crescente aumento do ritmo de vacinação, há alguns países a baterem novos máximos de infeção ou óbitos. É o caso de Israel. Com cerca de 62% da população com a vacinação completa, o país registou na quarta-feira 11.187 novos casos por Covid-19, o que representa um novo máximo desde o início da pandemia e da quarta vaga da doença.

Ainda assim, mantém-se a tendência decrescente sobre o número de doentes hospitalizados em Israel, que começou a descer, após a subida no último mês e meio. Este balanço coincide com o arranque do ano letivo e surge numa altura em que Israel começou a administrar a terceira dose da vacina contra a Covid-19 a pessoas com mais de 12 anos, por forma a atingir a imunidade de grupo, tendo sido já vacinadas com este reforço cerca de 2,3 milhões de pessoas.

A situação é semelhante no Reino Unido. Com 62% dos habitantes com as duas doses da vacina, Inglaterra alcançou um novo recorde de mortes na quarta-feira. Só nessas 24 horas, foram 207 óbitos e 35.693 novos casos. Trata-se, portanto, de um aumento circunstancial face às mortes registadas no dia anterior (50). Contudo, importa sublinhar que este balanço acontece após ter sido feriado, dias em que, regra geral, se regista subnotificação de casos e mortes. Recorde-se que também os britânicos decidiram avançar com a administração da terceira dose da vacina para as pessoas com imunossupressão, tal como acontece em Portugal.

Ainda pela Europa, também em Espanha o aumento do número de óbitos esta a gerar preocupações. Com 71,4% da população completa, o Ministério da Saúde espanhol reportou, na terça-feira, 194 mortes associados à Covid-19, um novo máximo nesta quinta vaga da pandemia, e 7.767 novos casos de infeção. Desde 11 de maio, quando foram registados 205 óbitos, que não se registava um valor tão elevado.

Fora do Médio Oriente e da Europa, mais precisamente na América, o aumento de casos de infeção associados à variante Delta tem suscitado preocupações, o que levou Bruxelas a recomendar aos Estados-membros a restrição das viagens não essenciais para os EUA. Em média, o país tem registado nos últimos dias 166.813 novas infeções, isto é 67% das registadas no pico da pandemia, segundo a Reuters.

Os diversos estudos científicos divulgados demonstram que a vacinação contra a Covid reduz fortemente o risco de morte ou de doença grave. Além disso, o risco de infeção também é reduzido. A título de exemplo, um estudo do King’s College, em Londres, publicado na quarta-feira na revista científica The Lancet conclui que as pessoas que recebem as duas doses da vacina contra a Covid têm não só menos probabilidade de contrair o vírus, bem como, é reduzida para quase metade a probabilidade de desenvolver Covid longa, isto é, quando os sintomas se prolongam por mais tempo.

Este estudo envolveu mais de dois de milhões de pessoas, cujos dados foram monitorizados a partir da app Zoe COVID Sympton Study, entre 8 de dezembro de 2020 e 4 de julho de 2021, sendo que a maioria dos participantes tinha recebido a vacina da AstraZeneca e da Pfizer.

Assim, apesar de os estudos demonstrarem que as vacinas ajudam, em larga medida a combater a doença, o aumento de infeções e de óbitos poderá ser explicado pelo levantamento progressivo das restrições, bem como pelo surgimento de novas variantes. A variante Delta é exemplo disso, já que é considerada cerca de 60% mais transmissível que o Sars-CoV-2 original, sendo responsável por 100% dos casos sequenciados em território nacional.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, a DGS identificou 2.830 novos casos (dos quais 848 reportam ao dia anterior) e nove mortes por Covid-19. No total, há já 1.042.322 infeções e 17.766 óbitos associados à doença. Assim, com 73% da população portuguesa com a vacinação, completa estes dois indicadores têm sido residuais nos últimos meses.

Não obstante, os relatórios da entidade liderada por Graça Freitas indicam que, só em agosto deste ano, foram registados 69.296 casos de infeção, valor muito superior aos 6.940 casos detetados em agosto de 2020 (ou seja, um aumento de quase 900%), bem como 382 mortes associadas à doença, contra as 87 declaradas em igual período do ano passado (crescimento de 339% face ao período homólogo).

fonte: https://eco.sapo.pt/2021/09/03/sao-dos-paises-com-mais-vacinas-mas-infecoes-estao-a-bater-recordes/

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