Depressão sazonal: o que é e o que fazer?

Depressão Sazonal, ou Perturbação Afectiva Sazonal, é um tipo de perturbação depressiva que se encontra intimamente relacionada com mudanças de estação. A característica essencial e diferenciadora neste diagnóstico prende-se com o início e remissão de episódios depressivos major em épocas características do ano. Pode assim, desenvolver-se em todas as estações do ano, embora na maioria das situações, os episódios tenham início no Outono e/ou Inverno e remitam na Primavera. Este padrão de início e remissão dos episódios deve ocorrer durante pelo menos dois anos, sem quaisquer episódios não sazonais durante esse período. Quais os principais sintomas? Os episódios depressivos major que ocorrem num padrão sazonal caracterizam-se frequentemente por diminuição da energia, problemas de concentração, fadiga, grande necessidade de comer (compulsão alimentar e craving por hidratos de carbono) e dormir, aumento de peso, necessidade de isolamento, humor depressivo e irritabilidade. Porém, quando estes se instalam no início da Primavera/Verão, podem caracterizar-se por falta de apetite, dificuldade em adormecer ou consolidar o sono, perda de peso, diminuição da líbido e aumento da ansiedade. Porque se instala? A causa da perturbação afetiva sazonal não é clara, embora os fatores como o ritmo circadiano e…

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Espondilartrite Axial: perguntas e respostas que precisa de saber sobre esta doença

A Espondilartrite Axial contempla a Espondilartrite Axial radiográfica, classicamente designada Espondilite Anquilosante, e a Espondilartrite Axial não-radiográfica. Apesar da sua baixa prevalência, estima-se que a Espondilartrite Axial Radiográfica afete, em média, 5 pessoas em cada 1.000 habitantes em Portugal com um impacto muito grande na sua qualidade de vida. É uma doença que gera por vezes dúvidas. Esclareça algumas delas neste artigo. Que doença é esta? A Espondilartrite Axial é uma doença reumática inflamatória que afeta predominantemente as articulações da coluna vertebral e as articulações sacroilíacas e divide-se em dois tipos: - Espondilartrite axial radiográfica, classicamente designada Espondilite Anquilosante (pressupõe a existência de alterações no raio-X da bacia); - Espondilartrite axial não-radiográfica (ainda sem alterações no raio-X da bacia, mas com evidência de inflamação na ressonância magnética); A espondilartrite axial radiográfica ocorre mais frequentemente nos homens, enquanto que a espondilartrite axial não-radiográfica afeta de igual forma os dois géneros. É tipicamente diagnosticada em pessoas com menos de 45 anos, mas na maior parte dos casos, os sintomas surgem entre os 20 e os 30 anos. A espondilartrite axial não se transmite de forma obrigatória de pais para filhos, mas os familiares dos doentes…

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UE volta à hora de inverno no dia 31. Conselho Europeu ainda não se decidiu sobre fim das mudanças horárias

A hora na União Europeia vai mudar no dia 31 de outubro para o horário de Inverno, atrasando mais uma vez os ponteiros 60 minutos, apesar de haver uma proposta desde 2018 para a abolição desta prática sazonal. “A próxima mudança sazonal tem lugar no dia 31 de outubro e repito o que disse há seis meses, quando me fizeram pela última vez essa pergunta, quando repeti o que tinha dito seis meses antes também: a Comissão propôs o fim da mudança sazonal da hora em setembro de 2018 […] e esta recebeu o apoio do Parlamento Europeu (PE) em 2019 e a bola está agora com os Estados-membros, que têm de chegar a uma posição comum no Conselho”, disse, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia o porta-voz para a Saúde Pública, Stefan de Keersmaecker, respondendo a uma questão sobre o tema. A proposta para abolir a mudança da hora foi apresentada em 2018 pelo executivo comunitário, mas a discussão ficou bloqueada na divergência no Conselho da UE. Os 27 Estados-membros, a quem cabe decidir sobre o assunto, não chegaram ainda a uma posição comum sobre o tema, sendo…

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Governo promete equipa de saúde familiar para cada português até 2023

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou hoje, em Braga, que o Governo quer atribuir uma equipa de saúde familiar a cada português até ao final da atual legislatura. Em declarações aos jornalistas em Braga à margem do 38.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar, Lacerda Sales sublinhou o “grande esforço” do Governo no sentido do recrutamento de novos profissionais de saúde. “A nossa proximidade aos cuidados primários é muito importante é muito importante assumirmos aquilo que são os nossos compromissos do programa de Governo, nomeadamente de atribuirmos a cada português uma equipa de saúde familiar”, referiu. Um compromisso cuja concretização Lacerda Sales apontou para o final da atual legislatura, ou seja, 2023. Nesse sentido, afirmou que o Governo tem feito “um grande esforço” no sentido de recrutar profissionais de saúde”, referindo que o Serviço Nacional de Saúde conta mais 662 profissionais de medicina geral e familiar em relação a 2015. Em relação a agosto de 2020, frisou, são mais 157. Disse ainda que este ano, no concurso de primeira época, havia 459 novas vagas, tendo sido ocupadas 292. A abertura de 20 novas unidades…

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35% das vagas para contratação de médicos ficaram por preencher

Ao todo, o Ministério da Saúde abriu 1 073 lugares e foram ocupados 697. A Medicina Interna, a Anestesiologia e a Pediatria são as especialidades que captaram mais profissionais. Aberto em julho deste ano, o concurso para a contratação de médicos especialistas recém-formados previa a integração de 1 073 novos profissionais no Sistema Nacional de Saúde (SNS). No entanto, apenas 697 vagas foram preenchidas, ficando cerca de 35% dos lugares por ocupar. Segundo os dados enviados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACCS) à VISÃO, foram particularmente reforçadas as especialidades de Medicina Interna (104), Anestesiologia (52), Pediatria (44), Cirurgia Geral (35) e Psiquiatria (31). O concurso estava dividido entre 1 041 vagas na área hospitalar e 32 na saúde pública, sendo ocupadas 674 e 23, respetivamente. De acordo com a ACSS, o Alentejo foi a região com a mais baixa percentagem de lugares preenchidos. O secretário regional do Alentejo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Armindo Ribeiro, aponta uma razão fundamental para a falta de atratividade do SNS: “Boicotou-se a progressão na carreira e os especialistas reformaram-se ou optaram pelo privado, ou pelo estrangeiro, e não estão a ser substituídos”, afirma o…

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Cancro digestivo mata 30 pessoas por dia: sintomas são por vezes desprezados

O cancro digestivo representa 10% da mortalidade portuguesa, um grave problema de saúde pública que agrupa três das doenças que mais matam em Portugal: cancro do cólon e do reto, cancro do estômago e cancro do fígado. A médica e professora Marília Cravo, diretora do serviço de gastrenterologia do Hospital Beatriz Ângelo (HBA), ajuda-nos a perceber melhor esta doença. Hoje é o Dia Nacional do Cancro Digestivo. O cancro digestivo mata cerca de 30 portugueses por dia (mais de 10.000/ano) e pode subdividir-se em várias tipologias. O cancro do cólon e do reto, por exemplo, é a primeira causa de morte por cancro em Portugal, com uma incidência de cerca de sete mil novos casos por ano e um registo de quatro mil mortes anuais. Já um dos tipos de cancro digestivo que tem vindo a registar um forte acréscimo em termos de mortalidade é o cancro do pâncreas, com 1 500 novos casos por ano, e "cujos sintomas são por vezes desprezados": dores no estômago, dores nas costas, icterícia. Este tumor é mais resistente que outros tipos de cancro aos tratamentos e em 2020 será a segunda causa de morte por cancro…

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Por dentro do segundo maior laboratório de preservação de células estaminais da Europa

A criopreservação permite a utilização de células do sangue e do tecido do cordão umbilical no tratamento de dezenas de doenças convencionais, mas também em projetos de investigação que pretendem encontrar novos tratamentos para doenças como o AVC e a diabetes. A VISÃO conheceu por dentro o segundo maior laboratório da Europa. Veja o vídeo: https://videos.sapo.pt/OPuWKgYPOGBZjssZNbsM Estamos no laboratório da Crioestaminal, em Cantanhede. Marcelo, um dos técnicos, prepara a adição de um açúcar de alta densidade, substância que vai facilitar a deposição dos glóbulos vermelhos no fundo de uns sacos, nos equipamentos de sedimentação. O propósito final é retirar, por centrifugação, a maior parte deste tipo de células antes do processo de criopreservação, já que os glóbulos vermelhos não são relevantes para o processo, pelo contrário. “O objetivo é ter a amostra final o mais pura possível”, explica à VISÃO Mónica Brito, diretora de operações e administradora da empresa. Ao mesmo tempo, chegam novas amostras de sangue com células estaminais, prontas para o processo de triagem: descartam-se as agulhas, faz-se a limpeza do saco e pesa-se o mesmo, para se perceber a quantidade de sangue que se recebeu. “Há valores mínimos…

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10 casos de sucesso que comprovam a utilidade clínica das células estaminais

As células estaminais possuem características únicas, que permitem a substituição das células que vão morrendo e a reparação de tecidos danificados. Adicionalmente, as suas propriedades conferem-lhes um grande potencial para o tratamento de diversas doenças. Pedimos ajuda a Bruna Moreira, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, para sabermos mais sobre estas células potentes. Em todo o mundo, a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical é já uma realidade bem patente, tendo sido realizados, até à data, mais de 45 mil transplantes com recurso a esta fonte de células estaminais. As células estaminais do sangue do cordão umbilical são semelhantes às que se encontram na medula óssea, podendo ser usadas no tratamento de mais de 80 doenças, incluindo doenças oncológicas, deficiências medulares, doenças metabólicas, imunodeficiências e hemoglobinopatias. Para além disso, nos últimos dez anos, o número de novas aplicações terapêuticas do sangue do cordão umbilical em estudo aumentou marcadamente, tendo envolvido já mais de 800 doentes tratados no âmbito de estudos clínicos experimentais. O tecido do cordão umbilical é outra fonte de células estaminais que ganhou destaque nos últimos anos, estando já registados mais de 170 ensaios clínicos…

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Estudo revela que o corpo recupera pelo menos 28% das calorias gastas durante o treino

Para cada 100 calorias que queimamos nos exercícios, ganhamos automaticamente pelo menos 28 delas, prejudicando os melhores esforços para perder peso com atividade física , revela um novo estudo. Os resultados também mostram que carregar quilos extras infelizmente aumenta a compensação de calorias, tornando a perda de peso através do exercício ainda mais evasiva para quem já está acima do peso. O estudo sugere também que a compensação de calorias varia de pessoa para pessoa, e que aprender como o metabolismo responde aos treinos pode ser a chave para otimizar os exercícios para controlar o peso. Em teoria os exercícios ajudariam substancialmente na perda de peso. Quando nos movemos, os nossos músculos contraem-se, exigindo mais combustível do que em repouso, enquanto outros órgãos e sistemas biológicos da mesma forma gastam energia extra. Graças a estudos de laboratório anteriores, sabemos aproximadamente quanta energia esses processos exigem. Até recentemente, a maioria das pessoas presumia que esse processo seria aditivo — isto é, caminhar um único quilómetro e queimar 100 calorias. Passear dois, queima 200 e assim por diante, de maneira lógica e matemática. Se não substituirmos essas calorias por alimentos extras, acabaremos queimando…

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Fim das moratórias. Três formas de evitar o incumprimento

A partir de outubro deste ano ou no máximo em janeiro de 2022 muitas famílias vão recomeçar os pagamentos de crédito. Pedir ajuda ao banco ou rever as suas despesas são algumas das medidas que podem evitar o incumprimento. É já partir do próximo mês de outubro ou no máximo em janeiro de 2022 que chega o final das moratórias de crédito e com isso o retomar dos pagamentos por parte de muitas famílias portuguesas. No entanto, existem formas para saber como evitar entrar em incumprimento. O portal ‘Doutor Finanças’ especialista em finanças pessoais e familiares indica-lhe algumas opções que poderá adotar. “O final das moratórias é sempre um momento de tensão acumulada para as famílias, até porque, dependendo do tipo de moratória de que estamos a usufruir, o aumento dos encargos pode ser significativo. Neste sentido, sentimos que é importante explicar às pessoas o que podem fazer para evitarem problemas financeiros”, refere Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças. 1 – Pedir ajuda ao banco para evitar o incumprimento Uma das opções passa por pedir ajuda ao banco, podendo fazê-lo de várias formas: com o aumento do prazo para reduzir os…

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