Especialistas vão propor o fim das medidas obrigatórias na reunião no Infarmed

Equipa responsável pelo plano de desconfinamento quer acabar com todas as medidas obrigatórias contra a pandemia. A notícia é avançada esta quarta-feira pelo semanário Expresso. Especialistas preferiram não ser identificados. Proposta será apresentada na próxima reunião do Infarmed. De acordo com a publicação, os especialistas acreditam que chegou “o momento de levantar a generalidade das restrições” — entre elas a utilização de máscaras, certificados digitais, lotações de espaços ou a higienização das mãos. A reunião desta quinta-feira, prevista para as 15:00, decorrerá em formato “semipresencial”. No Infarmed, escreve o Expresso, os peritos vão defender que “não há necessidade de manter medidas obrigatórias seja onde for”, mas sim “reeducar a população para a autoavaliação do risco, deixando os comportamentos ao critério de cada um”. O fim de todas as restrições nas escolas e nos transportes públicos é a única matéria ainda em dúvida para os especialistas. "Com toda a certeza, vão surgir posições mais conservadoras, desde logo da Direção-Geral da Saúde, mas é preciso que todos entendam que Portugal está em condições ideais para fazer o regresso à normalidade", apresentam os peritos. Portugal está prestes a atingir a meta de 85% da…

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Vacinas, imunidade e duplo contágio: As surpresas que a gripe traz este ano

A quase inexistência de gripe no último ano pode comprometer a eficácia da vacina para esta época que está a ser elaborada neste momento. Esta situação, aliada ao aliviar das medidas de proteção e ao risco de aumento de casos da Covid-19, com a abertura das escolas, está a preocupar os especialistas A quase inexistência de gripe no último ano pode comprometer a eficácia da vacina que neste momento está a ser feita. Esta situação, aliada ao aliviar das medidas de proteção e ao risco de aumento de incidência com o regresso à escola e ao trabalho, está a preocupar os especialistas. Se todos os anos já é difícil prever o comportamento da gripe, este ano é uma “incógnita”, alerta o infeciologista Vítor Laerte, que diz que a “pouca circulação” do vírus, incluindo já este ano no Hemisfério Sul, “prejudica a elaboração da vacina”, comprometendo a sua possível eficácia. Uma vez que a vacina contra a gripe é feita a partir das “cepas que circularam no ano anterior”, a escassez de dados recolhidos nos últimos meses pode aumentar ainda mais a probabilidade da vacina “não casar com o vírus que vai…

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Covid-19: Portugal atingiu 85% da população com uma dose da vacina

Portugal atingiu hoje 85% da população com uma dose da vacina contra a covid-19, anunciou hoje a diretora-geral da Saúde, ao adiantar que estão previstos três cenários de resposta face à evolução da pandemia nos próximos meses. “Hoje é um dia importante para todos nós. 85% da população portuguesa tem uma dose da vacina e esse é um resultado que devemos todos, enquanto povo, estar bastante orgulhosos”, salientou Graça Freitas na SIC Notícias. Segundo a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS), “há sempre algum cuidado em encarar o outono e o inverno”, estações de “grande stress em termos da saúde”, devido à circulação de vírus respiratórios, mas salientou que, este ano, ao contrário do que aconteceu em 2020, a maior parte da população vai estar imunizada contra o SARS-CoV-2. De acordo com Graça Freitas, o “bom cenário” prevê que se mantenha a atual “tendência estável e decrescente” da pandemia, em que a variante Delta continuará a ser a predominante e a vacina não perde a sua eficácia. “No segundo cenário pode acontecer uma subida lenta do número de casos porque a vacina pode ir perdendo o seu efeito ao longo do…

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Imunidade das vacinas da Pfizer e da Moderna baixa 20% dois meses após a segunda dose

As amostras de sangue recolhidas dois meses após a vacinação completa dos participantes no estudo do Universidade de Northwestern revelaram que a resposta dos anticorpos diminuiu cerca de 20%. A resposta imunitária baixa 20% dois meses após a inoculação com as vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Moderna. Esta conclusão, que resulta da análose de dados que incluem aqueles que foram infetados pelo novo coronavírus, resultam de uma investigação da Universidade de Northwestern, no estado norte-americano do Illinois, publicada na revista Scientific Reports. Logo no início da pandemia, foram selecionados para o estudo adultos de todas as etnias de Chicago, que submeteram amostras de sangue entre duas a três semanas após terem recebido a primeira e a segunda dose ou da vacina da Pfizer ou da Moderna, bem como dois meses após completarem a inoculação. Em causa, estava a medição do tempo e da medida em que ambas as vacinas protegem contra três das novas variantes, nomeadamente a B.1.351, de África do Sul, a P.1, do Brasil, e a B.1.1.7., do Reino Unido. No laboratório, a equipa verificou o nível de anticorpos neutralizantes em cada fase. “Ao analisar as amostras de sangue…

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Covid-19: Portugal com 85% da população totalmente vacinada na segunda quinzena de setembro, estima Gouveia e Melo

O coordenador da task-force de vacinação contra a Covid-19, o vice-almirante Gouveia e Melo, estima que Portugal atinja a meta de 85% da população totalmente vacinada, na segunda quinzena de setembro. Em entrevista à ‘CMTV’, o responsável sublinhou que “a missão só está cumprida quando a acabarmos”, o que acontecerá, “em princípio, quando atingirmos os 85% das segundas doses”. “Nós estamos a cerca de 84%, 83,8% de primeiras doses, entre 73% a 74% de segundas doses, portanto, ainda temos um caminho a fazer”, afirmou acrescentando: Pelas minhas contas, será entre a penúltima e a última semana de setembro”, disse à ‘CMTV’. Segundo Gouveia e Melo, também nessa altura, quando forem atingidos os 85%, vão começar a ser desmantelados os centros de vacinação, adiantou na mesma entrevista. Esta previsão significa que a meta dos 85% de vacinados, inicialmente prevista para outubro, pode ser antecipada, à semelhança do que aconteceu com a fase anterior. Assim que este marco for atingido Portugal entra na terceira fase de desconfinamento, onde restaurantes, cafés e pastelarias deixam de ter limite máximo de pessoas por grupo, quer no interior quer em esplanadas e estabelecimentos. Adicionalmente, também nesta fase…

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Estudo identifica grupos que provavelmente terão uma fraca resposta imunitária às vacinas contra a Covid-19

Um novo estudo britânico revelou os primeiros dados que indicam que alguns grupos de pessoas com doenças específicas criaram poucos anticorpos contra a doença, após as duas doses da vacina. Uma vez que os ensaios clínicos das vacinas, geralmente, só recrutam as populações adultas saudáveis, não oferecem uma perspetiva sobre como os grupos de risco podem responder e este estudo, que está a investigar as respostas da vacina contra a covid-19 em indivíduos imunodeprimidos, nasce da necessidade desse esclarecimento. Assim, no início de 2021 – início da vacinação – o OCTAVE (Ensaio de Observação das células T na produção de anticorpos e na eficácia da vacina contra o SARS-CoV-2) começou a analisar a resposta às vacinas dos doentes imunodeprimidos. Nessa altura, foram testadas mais de 3.000 pessoas de vários subgrupos: doentes renais ou com insuficiência hepática em fase terminal, indivíduos com problemas gastrointestinal em terapia imunossupressora, vasculite, artrite reumatoide, cancro, e doentes submetidos a transplantes de células estaminais. Publicados na revista científica The Lancet, na última segunda-feira, os primeiros dados do estudo, em que foram analisadas as respostas imunológicas serológicas de 655 indivíduos, concluíram que 40% do grupo gerou respostas baixas…

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(Em atualização) Portugal atinge 85% da população com primeira dose na próxima semana, diz Gouveia e Melo

O vice-almirante Gouveia e Melo prevê que Portugal vá atingir os 85% da população com a primeira dose na próxima semana. Portugal deverá chegar na próxima semana ao marco de 85% da população com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Para atingir a meta que permite avançar para a terceira fase do plano de desconfinamento será necessário que 85% dos portugueses completem a vacinação. Neste momento, há 81,6% da população portuguesa com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, de acordo com o vice-almirante Gouveia e Melo, em declarações transmitidas pela RTP3 a partir da Guarda onde o coordenador da task force recebeu uma medalha de excelência. Na próxima semana “atingiremos, com a ajuda dos últimos portugueses que têm de vir à vacinação, 85% a 86% de vacinação [da primeira dose]”, adiantou. “Outros países mais ricos e com mais capacidade não o conseguirão fazer porque a própria população tinham movimentos fortes de negacionismo que não deixaram avançar [o processo de vacinação]”, afirmou o vice-almirante, afirmando estar “convencido” de que Portugal irá “encurralar” o vírus. fonte: https://eco.sapo.pt/2021/08/25/portugal-atinge-85-da-populacao-com-primeira-dose-na-proxima-semana-diz-gouveia-e-melo/

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Vice-almirante Gouveia e Melo: “A previsão é atingirmos os 85% entre a terceira semana e a quarta semana de setembro”

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo admitiu esta quinta-feira, em entrevista na Edição da Noite, na SIC Notícias, que a previsão é que sejam atingidos os 85% de população vacinada entre a terceira e a quarta semana de setembro. "A previsão é atingirmos [os 85%] entre a terceira semana e a quarta semana de setembro. Mas o ritmo depende de muitas coisas. Nós temos vacinas, temos capacidade para as administrar e precisamos é que a população colabore, comparecendo nos centros de vacinação para as administrar", afirmou o vice-almirante, garantindo que, se tal acontecer, a previsão será alcançada. “As férias vieram ter algum impacto no ritmo de vacinação. Mas, apesar de tudo, foi elevado. Estou confiante que a população percebe a necessidade de nos livrarmos do vírus o mais rapidamente possível”, acrescentou. Questionado sobre o trabalho da task force depois de ser atingida a meta de 85% da população vacinada, Gouveia e Melo afirmou que não é o próprio que determina o que "faz ou deixa de fazer". "É o poder político e, depois, dentro do poder político, as forças armadas", assegurou. Sobre a imunidade de grupo o coordenador da task force…

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Como acaba a pandemia? E porque é que os especialistas estão otimistas?

A maioria dos especialistas acredita que o novo coronavírus vai continuar a circular, mas confiam que a imunidade é duradoura e vai proteger-nos de desenvolver a doença na sua forma grave. Um artigo do El Pais reúne as principais conclusões dos especialistas, ressalvando que nada ainda pode ser afirmado com 100% de certeza e só o tempo ditará o que vai acontecer. Não haverá imunidade de grupo Durante algum tempo, pensou-se que o fim da pandemia estaria na imunidade de grupo e que o vírus se extinguiria como um incêndio sem oxigénio. Mas esse cenário agora parece menos provável. Por outro lado, a variante Delta é mais contagiosa, o que significa que o vírus precisa de menos pessoas a contraí-lo para se tornar contagioso. E, embora as vacinas tenham sido excelentes para proteger contra a doença grave, não previnem a infeção ou transmissão com a mesma eficácia. Um sinal da dificuldade de travar o vírus é revelado na Islândia: 74% das pessoas foram vacinadas desde 15 de julho, mas foi justamente neste período que surgiu a pior vaga de infecções no país, escreve o El Pais. A maioria dos especialistas já…

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Covid-19: Imunidade de grupo? Só com 90% da população vacinada (inclusive crianças), apontam especialistas

A imunidade de grupo, a tão almejada meta traçada pela comunidade científica e pelos vários governos no âmbito da pandemia, parece hoje mais distante, ou talvez inatingível, segundo o El País. Dado que as novas variantes do vírus são cada vez mais infeciosas, a percentagem de 70% da população imunizada inicialmente avançada parece já não chegar e os cientistas traçam agora novas metas. Apesar de não se saber com exatidão qual pode ser o novo número, os especialistas falam em cerca de 90%, uma percentagem que não pode ser alcançada sem vacinar crianças menores de 12 anos, para as quais ainda não existe um medicamento aprovado. A ideia da proteção coletiva não é apenas teórica, tendo sido responsável, ao longo da história, por manter sob controlo doenças como o sarampo e a difteria, tendo inclusive possibilitado eliminar a varíola. Este estado de proteção da população baseia-se no facto de que, quando um número suficiente da população é imune a um vírus, essa partícula fica sem a capacidade de se propagar. Se uma pessoa fica infetada, mas a grande maioria das pessoas ao seu redor não é suscetível de ser infetada, não…

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