Porque são precisas tantas doses da vacina contra a Covid-19 e porque não é “justo” compará-la às vacinas do sarampo ou do tétano
As vacinas contra o sarampo, a varicela ou o tétano possuem doses de reforço separadas por décadas. O investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) explica por que razão não podemos compará-las com a vacina contra a Covid-19. Considerada “segura e eficaz” pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), a terceira dose da vacina da Pfizer está a cinco dias de começar a ser administrada a milhares de portugueses com mais de 65 anos. Apesar das boas notícias, muitas pessoas questionam-se por que razão, ao contrário do que acontece com o sarampo, a varicela ou o tétano, cujo intervalo entre as doses de reforço das vacinas chega a ser de décadas, a Covid-19 precisa de três doses num só ano. Segundo o investigador principal o Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa (IMM), Miguel Prudêncio, a comparação “não é justa”. O especialista destaca dois aspetos fundamentais – a idade de inoculação e o facto de o nosso organismo ter reações muito diversas consoante o agente patogénico que o ataca – e sublinha que o surgimento de uma dose de reforço não representa uma perda total…
