Mapa de risco europeu: Portugal regressa ao primeiro lugar dos países com menos casos por 100 mil habitantes

Portugal mantém uma situação favorável no que diz respeito à pandemia de Covid-19. Segundo a mais recente atualização semanal do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC na sigla em inglês), o nosso país voltou a ser aquele da UE com menos casos por 100 mil habitantes. Depois de duas semanas consecutivas em segundo lugar, Portugal voltou ao primeiro, pelos melhores motivos. A taxa de notificação de casos (incidência) a 14 dias, no nosso país, é de 49,55 infeções por 100 mil habitantes, ultrapassando a Finlândia (53,01). Na avaliação anterior, a mesma taxa era de 60,57 infeções, o que mostra uma melhoria. Aqui, para além de Portugal e da Finlândia, também Malta e a Irlanda apresentam bons resultados neste indicador, com 52,28 e 124,40 infeções por 100 mil habitantes, respetivamente. Do lado oposto, os piores casos dizem respeito ao Chipre, que regista 797,63 casos por 100 mil habitantes, Lituânia com 535 infeções e ainda a Croácia a reportar 535. No que diz respeito à mortalidade, Portugal mantém também o primeiro lugar no ranking de menos óbitos, com a taxa de notificação a 14 dias a fixar-se em 2.42…

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Covid-19: Maiores de 55 anos já podem agendar vacinação

Já está disponível, a partir desta quinta-feira, o agendamento da vacinação contra a covid-19 para pessoas a partir dos 55 anos, antecipando o prazo que estava inicialmente previsto para o final do mês de maio. A medida pretende acelerar o ritmo de vacinação, que esta semana atingiu, em Portugal, o marco de 4 milhões de doses administradas, mantendo em vista o objetivo de vacinar 70% da população, com pelo menos a primeira dose, até ao início de agosto. A 30 de junho, cerca de 70% das pessoas acima dos 50 anos terão recebido uma toma, numa fase em que a vacinação irá estender-se ao grupo dos mais de 40 anos e, uma semana depois, à população acima dos 30. O sistema de autoagendamento pela Internet contribuiu, de forma muito significativa, para aumentar o número de doses administradas no país. “Sem esta mudança não seria possível atingir o ritmo de vacinação necessário”, disse fonte da ‘task force’ em entrevista à Lusa, na semana passada. O portal destinado ao autoagendamento para a vacinação entrou em funcionamento a 23 de abril e já registava, a semana passado, mais de 200 mil inscrições para a…

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Covid-19: 23 concelhos sabem hoje se recuam ou não no desconfinamento

Espera-se que esta quinta-feira o Governo volte a fazer uma reavaliação dos concelhos em risco, que podem recuar nas diferentes etapas de desconfinamento. Em situação de alerta estão agora 23 municípios, que por terem uma situação pandémica menos favorável, ou seja, em duas avaliações consecutivas ultrapassarem o limite de 120 casos por 100 mil habitantes, podem ver a reabertura travada. A lista destes concelhos foi divulgada na quinta-feira da semana passada pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, sendo hoje novamente atualizada. Os concelhos são: AlpiarçaAlvaiázereArganilBejaCastelo de PaivaCorucheFafeFigueiró dos VinhosFornos de AlgodresGolegãLagosLamegoMelgaçoOliveira do HospitalPaços de FerreiraPenafielPenichePonte da BarcaPonte de LimaSanta Comba DãoTábuaVale de CambraVidigueira Face à avaliação anterior 17 municípios mantiveram-se na mesma lista, seis entraram e nove saíram, o que acabou por ser uma “melhoria”, nas palavras da governante. Hoje tudo pode mudar. De recordar que o Governo decidiu passar a fazer uma avaliação semanal, e não quinzenal, da situação epidemiológica dos concelhos do continente, para decidir mais rapidamente sobre o avanço ou o recuo dos municípios nos níveis de desconfinamento. Portugal tem em vigor quatro etapas de desconfinamento. Atualmente há duas freguesias de Odemira na primeira fase. Essa será…

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Covid-19: Misturar vacinas diferentes causa mais efeitos secundários, mostra novo estudo

A administração de uma dose da vacina da Pfizer seguida de uma da vacina da AstraZeneca (ou vice-versa) induz uma maior frequência de efeitos secundários ligeiros a moderados, em comparação com duas doses padrão de qualquer uma das vacinas. A conclusão é de um estudo britânico, citado pelo ‘The Guardian’, que explora a segurança e eficácia de estratégias de vacinação mistas, que estão a ser consideradas em vários países, para fortalecer programas de distribuição de vacinas. A pesquisa contou com 830 participantes de 50 anos ou mais, alguns dos quais com doenças associadas e testou quatro combinações de vacinas: AstraZeneca com AstraZeneca; AstraZeneca com Pfizer; Pfizer com Pfizer e Pfizer com AstraZeneca. Os resultados mostram que no geral, as estratégias de vacinação mista desencadearam mais efeitos secundários. Por exemplo, foi reportada febre por 34% dos pacientes que receberam a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer; por 41% daqueles que fizeram o processo inverso e por apenas 21% dos que receberam ambas as doses da mesma vacina. Diferenças semelhantes foram observadas para arrepios, fadiga, dor de cabeça, dores nas articulações, mal-estar e dores musculares. No geral, todas as reações…

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Vacina da AstraZeneca: Estou mais exposto à formação de coágulos sanguíneos após a segunda toma?

Continuam a surgir em todo o mundo estudos que relacionam a vacina contra o coronavírus da AstraZeneca à formação de coágulos sanguíneos. Mas será que é realmente motivo de preocupação? De acordo com os últimos dados divulgados pela Public Health England (PHE), o serviço de saúde do Reino Unido, o risco de desenvolver coágulos sanguíneos após a vacinação contínua a ser mínimo. Mais do que à vacinação, evidências cientificas mostram que este tipo de eventos está associado à infeção natural por Covid-19, com mais de um quinto dos pacientes hospitalizados com a doença a ter evidências de coágulos de sangue, observa o PHE. Quanto à possibilidade de a segunda toma aumentar o risco de coágulos sanguíneos, não está provado. A 28 de abril de 2021, dos 242 casos suspeitos notificados à Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) após a toma da vacina da AstraZeneca, apenas um pequeno número de casos foi reportado aquando da segunda dose. O Comité Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) – o grupo que acompanha o governo britânico no processo de vacinação – concluiu que não há preocupações de segurança após a…

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Quem não usar máscara na ida à praia ou desrespeitar o distanciamento social arrisca multa até 100 euros

As normas que ditam a frequência das praias não diferem, na sua maioria, daquelas que vigoraram no ano passado. Mas este ano há multas para quem não cumprir as regras. Segundo o ‘Jornal de Notícias’, as multas variam entre os 50 e os 100 euros e constam no projeto de decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros de 6 de maio e que regula o acesso às praias durante a época balnear que, nalguns locais, abre já este sábado. Assim, o uso de máscara pelo banhista vai ser obrigatório até colocar a toalha no areal, sendo sempre obrigatória nos acessos às praias, nos restaurantes, balneários, paredões e até para jogar raquetas. Segundo o decreto, a distância entre toalhas e grupos mantém-se nos 1,5 e três metros, respetivamente, prevendo-se multas para quem não respeitar. Os semáforos com a ocupação nas praias também vão regressar e quem se dirigir a uma praia lotada será multado, pelo que é aconselhável a consulta da aplicação Infopraia antes de qualquer deslocação. No que diz respeito à prática desportiva, nomeadamente de surf, terão as mesmas regras do ano passado, ou seja, cinco alunos por instrutor de surf e a…

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Covid-19. Vacina portuguesa pronta para ensaios clínicos, aguarda apoio público

A vacina portuguesa contra o novo coronavírus que está a ser desenvolvida na Immunethep, em Cantanhede, está pronta para entrar na fase de ensaios clínicos, aguardando só pelo investimento público necessário, afirmou hoje a farmacêutica. Após resultados promissores nos ensaios pré-clínicos (em animais) anunciados em meados de abril, a Immunethep, sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra, está pronta para entrar em ensaios clínicos em Portugal, estando dependente da chegada do apoio público para arrancar essa fase, disse à agência Lusa o diretor executivo da empresa, Bruno Santos. "Estamos a aguardar o investimento para entrar em ensaios clínicos. É isso que falta para dar por arrancada a parte clínica", acrescentou, salientando que a farmacêutica tem tido "algumas conversas com o Governo", mas ainda sem nada definido. Segundo Bruno Santos, caso já houvesse a garantia desse investimento, a empresa poderia já estar a iniciar a produção das vacinas em condições para serem usadas na primeira fase dos ensaios clínicos. O responsável realçou que a Immunethep tem também tido reuniões com privados, mas frisou que a maior parte do investimento nestas situações vem "de fontes públicas e os privados complementam esse investimento". "Gostaríamos…

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O primeiro-ministro, António Costa (E), acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, fala à imprensa sobre as novas medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário na residência oficial de São Bento em Lisboa, 21 de outubro de 2017. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Costa mantém confiança em Eduardo Cabrita: “Tenho um excelente ministro da Administração Interna”

No Parlamento, o primeiro-ministro referiu que “vive bem” com a atuação de Eduardo Cabrita enquanto ministro da Administração Interna e garantiu que mantém a sua confiança. António Costa disse ainda que João Galamba usou “expressão que não é adequada” e recomendou “nervos de aço” aos membros do Governo. O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quarta-feira que mantém a confiança no ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, apesar dos pedidos de demissão à direita na sequência da situação de Odemira. O líder do Executivo socialista referiu que Eduardo Cabrita é um “excelente ministro da Administração Interna” e assegurou que “vive bem” com a atuação do ministro. “Quem me dera que o meu problema fosse o senhor ministro da Administração Interna. Significaria que não tenho nenhum problema, porque tenho um excelente ministro da Administração Interna e vivo bem com o ministro da Administração Interna”, disse António Costa, no debate sobre política geral no Parlamento, em resposta ao deputado e líder do Chega, André Ventura. Segundo o Chega, que veio juntamente com o CDS-PP e o Iniciativa Liberal pedir a demissão de Eduardo Cabrita, o ministro teve uma “desastrosa intervenção em Odemira revertida pelo…

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As recomendações dos especialistas para deter a COVID-19 e preparar a resposta à próxima pandemia

O mundo não conseguiu controlar rapidamente a pandemia de COVID-19, mas ainda há tempo para deter o vírus, enquanto se prepara para lidar com novos agentes patogénicos que poderão representar uma ameaça à humanidade. A seguir, um resumo das principais recomendações do grupo de especialistas independentes estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que publicou o seu relatório esta quarta-feira: - Como parar a COVID-19 - Dois mil milhões de doses Os países com alto rendimento que dispõem de uma rede de desenvolvimento de vacinas para uma cobertura significativa devem, em paralelo com o aumento da produção, comprometer-se a fornecer mais de 2 mil milhões de doses de vacinas até meados de 2022, das quais pelo menos mil milhões antes de setembro, para os 92 países de baixo e médio rendimento que se beneficiam do sistema de distribuição Covax. - Ultimato sobre propriedade intelectual Os principais países produtores de vacinas e os fabricantes devem unir-se, sob mediação da OMS e da Organização Mundial do Comércio (OMC), para acordar o licenciamento voluntário e a transferência de tecnologia para aumentar a produção e reduzir a escassez. Se nenhuma ação for tomada dentro de três meses, o…

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Incluir imigrantes nos planos de vacinação não é “um privilégio”, diz António Vitorino

O diretor geral da Organização Internacional para as Migrações realçou hoje que incluir os imigrantes nos planos de vacinação não é "um privilégio" nem "uma bolha prioritária", mas a aplicação dos mesmos critérios utilizados para os cidadãos nacionais. “Seria um erro grave, do ponto de vista da própria saúde pública, coletiva, não incluir os imigrantes nos planos nacionais de vacinação, segundo os mesmos critérios aplicados aos cidadãos nacionais [por exemplo idade e doenças associadas]”, afirmou o português António Vitorino, em entrevista à Lusa através da plataforma de videoconferência Zoom. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem insistido no apelo à inclusão dos imigrantes nos planos nacionais de vacinação, “em igualdade de circunstâncias com os cidadãos” dos países de destino. “Não se trata de criar uma bolha prioritária para imigrantes, de maneira nenhuma”, descartou António Vitorino, que participou, na terça-feira, numa conferência ministerial dedicada às migrações, realizada em Lisboa pela presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE). “Não se trata de nenhum privilégio, antes pelo contrário”, porque “mutas vezes os imigrantes têm relutância em contactar os serviços de saúde”, particularmente os que se encontram em situação irregular, assinala. O que…

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